Desuso


Eu escuto músicas
que ninguém mais escuta
Eu uso palavras
que ninguém mais usa
Eu desenho com giz
as minhas imperfeições
Eu tento ser feliz
apesar das intensões
Pois m’alma é passarinho
que passa veloz no caminho e vai voar
Mas meu corpo é eclusa
que me aprisiona e me tortura assim bem devagar
Tentando conter meus devaneios
me deixa ali contido,
achando que sou seu conteúdo
Mal sabe esse vaso cheio
que sou bem mais que isso,
sou poeta, sou refúgio, eu sou eu e meus absurdos.

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