Poeta ou Cantor? Talvez um Poeta Cantador!

Quando ouvi pela primeira vez, os acordes de “Dentro de Mim”, acredito que foi um transe e um misto de sensações boas e melhores ainda, algo tão mágico e único que poucas músicas me fizeram sentir até hoje!

Luis Kiari é tão maior que si mesmo, que seu verso transborda por mil direções imaginárias e escorre por todos os lados e por todos os cantos! Além de compositor ele é um poeta na essência da palavra, jogando com as palavras como uma criança brincando com suas bolas de gude, ele demonstra uma total dissonância do mesmo, uma ruptura com o óbvio, sendo ao mesmo tempo delicado e forte em suas composiões, tratando a melodia com a mesma intensidade com o que cuida das letras!

Descobri esse verdadeiro achado, ao ouvir algumas coisas de Maria Gadu, a qual foi responsável por trazer essa jóia bruta de valor incauculável, para que fosse conhecido nacionalmente, dando espaço pra ele em seu DVD, com a música “Quando fui Chuva”!

Luis Kiari é natural de Campina Grande, na Paraíba, mas foi no Rio de Janeiro que ele se aproximou de outros compositores e cantores conhecidos, participando de alguns projetos musicais de alguns amigos e selando assim a parceria que já existe há alguns anos com Maria Gadu.

Para que você possa conhecer mais um pouco há respeito dele, separamos essa entrevista, concedida há um canal local de sua cidade:

Quer saber mais sobre “Os Varandistas”? Nesse blog tem um material interessante a respeito.

Chega de papo e vamos logo aos finalmentes!

Música, por favor! Aumentem o som e se deixem levar!

Dentro de Mim

Luis Kiari – veja a letra da música

Quando fui Chuva

Luis Kiari e Maria Gadu – veja a letra da música

Valsinha Torta

Luis Kiari – veja a letra da música

No meu entender essa é com certeza a melhor de todas:

Nosso Carnaval

Luis Kiari – veja a letra da música

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Ai Que Vontade de Beijar a Boca da Verdade!

 

Ai que vontade de beijar a boca da verdade,
sussurrando segredos secretos ou não tão secretos assim,
segredando sussurros seletos ou não tão seletos no fim.
Murmurando meros absurdos, surdos insultos,
meros segundos,
vultos incultos,
mudos os muros,
sinceros indultos,
que não se completam em sua entrega carnal.

 
Ai que vontade de tomar uma….
dúzia e meia de soluções,
remediando meu tédio,
e as minhas complicações,
que pena que não existe o remédio,
pra saciar o meu mal,
que pena que não existe o remédio,
pra maquiar o sinal,
de que você sem querer perdeu, sem saber bem o final.

Músicas do Gramofone: Os Outros

“Os Outros” é um exemplar raro daquele tipo de música que tem tudo pra dar errado, mais acaba dando tão certo, que alegra os sentidos! Ela vai juntando os versos soltos e se familiarizando com os acordes até que se faz toda em si mesma e tem vários e vários sentidos, sendo que cada um houve de um jeito e entende de uma forma diferente!

Rodrigo Lemos é um desses artistas que tem o desassossego dentro do coração e não se aquieta em nada que faz, uma vez que ao mesmo tempo faz parte da Banda Lemoskine, colabora com a Banda Sabonetes e é mais conhecido pelo trabalho junto a Banda Mais Bonita da Cidade, sendo lembrado também por seus fãs, por sua participação na extinta Banda Poléxia, a qual fez bastante sucesso na cena musical curitibana há alguns anos.

A beleza dessa canção que ouviremos a seguir, não está na poesia rebuscada, mas na ausência dela, no sofregar vagaroso dos versos se entrelaçando um a um, para no fim se apoderaram da melodia!

Senhoras e senhores, um som raro para os raros frequentadores desse blog:

Os Outros

Composição: Rodrigo Lemos

Ele é poeta mãe
Elas parecem gostar
Eu acho que já era
Poesia velha
como um furo na orelha

Do outro lado ela
A jovem comissária
Dieta de astronauta
Sente a minha falta
Se eu sinto a falta dela

Eles se completam
Arrancam nossa calma
Eu quis a sua volta
e não soube ajudar

Mas ele é bem poeta mãe
tem sobrenome e tudo mais
E elas se derretem
Eu acho tudo brega
mas quem pode com o rio e o mar

Enquanto isso ela
sempre de escala em escala
Toma sol abessa
Mas que expressão foi essa
que eu resolvi usar

Eles se completam
Arrancam nossa calma
Eu quis a sua volta
e não soube ajudar

Nesse romance novo
onde ninguém se salva
eu tenho sede e mágua
você não sente nada
você não sabe nada

Nesse romance novo
onde ninguém se salva
eu tenho sede e mágua
você não sente nada
você não sente nada

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