Lado B

Músicas, versos e até mesmo outras histórias   muitas vezes parecem o bastante, mas outras vezes parecem tão pouco! Em nossos fins dos tempos, rir virou rotina, necessidade, e porque o Gramofone não poderia provocar algumas casquinadas?

Como pouca bobagem já não basta, criamos uma fanpage para a categoria, que vai se diferenciar em quase nada tudo das demais. Curtam lá! Curtam-na ou curtam-a… enfim!!! Desde as primeiras conversações, quando o Gramofone ainda jazia no nosso inconsciente coletivo, perdido talvez em algum sebo ou casa de penhor, tinhamos este projeto ou protótipo, e para que ele pudesse sair do papel, inventamos e ousamos criar a categoria “Lado B” para tratar dos assuntos mais irrelevantes que podem existir sobre música e poesia. Por isso este post especial, explicando quase nada sobre coisa nenhuma. Embora as sátiras de músicas, poesias e frases famosas por si só façam sucesso, estaremos vasculhando o lado negro do mundo musical e trazendo o que há de pior melhor e mais sem graça engraçado pra vocês.

Quem sois vós?

Somos filhos da métrica,
da tétrica,
da intrépida trupe de sonhos da padaria.
Somos netos da lógica,
da ótica,
da tópica tréplica de contos de quem não via.

Somos vírgulas desovadas,
desavergonhadas,
desabarrotadas de alguma razão.
Somos ínguas mal tratadas,
mas atadas, mal amadas
de uma rima pobre sem coração

Já que você leu essa besteira, dá um real?

Seguem abaixo alguns dos melhores trabalhos de cartunistas humortirizando a música em 2010 e 2011.

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22 de Novembro – Dia do Músico

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O Deus metal do blog Um Sábado Qualquer

E pra finalizar, uma bela canção… acompanhe o refrão:

E aí? O que achou? Gostou? Odiou? ou… Que tal nos enviar dicas de conteúdo ou temas de artigos? É só ir na página contato aqui do blog ou enviar um e-mail para gramofonelunar@live.com.

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Que seja – mais um verso qualquer

E ela já não parecia tão engraçada com aquele coração despedaçado
Sete chaves,
meia inteira
Um calço nas ranhuras para aguentar as próprias batidas

Um meio coração sustentado por finas linhas
de razão
Porque esperança já não tinha mais
Já nem tinha esperança do que ter

Uma face seca
sem expressão, cheia de horror
Inspiração de lágrimas e dores a mais

Um meio coração sustenido por disritmias
de paixão,
Uma meia vida vagando em direção ao nada.
Já que nem tinha a esperança do que teve

Era só isso;
acaba-se aqui a história
Sem final feliz, sem tramas, sem agonia
sem passado nem futuro

Meia história de uma dor inteira
ou nem meia,
que seja.

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Hora de Tiê

É incrível como nem sempre damos a devida atenção a coisas importantes. Incrível como não abrimos os olhos de nossa alma para apreciar cores de sons diferentes.

Às vezes gosto de experimentar, observar bastante, perceber todos os detalhes antes de formar um conceito. E chegou a hora de falar de Tiê. É uma espécie de “Mallu Magalhães ” pra adultos, dizem outros blogs parceiros. Ouça conosco Assinado Eu:

Tiê Gasparinette Biral, formada em Relações Públicas, ex modelo, atriz, dona de Café Brechó e estudante de canto em Nova Iorque, lançou em Julho de 2009 seu primeiro álbum “Sweet Jardim”.

Neste álbum Tiê nos presenteia com:

A Bailarina e o Astronauta,

Aula de Francês,

PassarinhoDoisSweet Jardim, Chá Verde5º Andar, Stranger But Mine e  Te Valorizo.

Em Março de 2011 lançou o álbum “A Coruja e o Coração”, com 13 faixas, dentre as quais estão as regravações: “Mapa Múndi” de Thiago Petit, “Ando Meio Desligado” (Mutantes), “Você Não Vale Nada” (Dorgival Dantas) e “Só Sei Dançar com Você” de Tulipa Ruiz. Tiê contou com participações especiais, como Marcelo Jeneci. O trabalho apresenta também composições próprias, valorizando o romantismo da musicista sensível que aparece no primeiro cd. Uma dessas belas composições é Música de Bolso, confira:

Pra você que gosta de Thiago Petit e Tiê, que tal uma Canção Francesa?

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Todas as Estações em Mim

 

Antecipa-me futuro amor
Quando me invade primaveril aroma
Olfato de amores-perfeitos
Em bem-me-quer arrisco a sorte
E contempla-me orvalho
Em deslumbre canteiro
Fartas cores delicadas em pétalas
Revestem-me frescores de lima
Verões de versos consomem
Em calores à beira mar
Trazem ao corpo o rubor
Digitais solares de ouro
Que mapeiam a pele
Num quase esconderijo
De gemidos e sal
Rimas de outono estalam
Folhas bailam em brisa
Bailarinas do seu tempo
Povoam em tapete
Calçadas e passos desatentos
Em deslizes invernos
Paisagem gélida
Agasalho de lã
Lilases dizem de mim
Refaço-me em calafrio
E recobre-me com seus perfumes
Mordisco o lábio
Em ideias sobre você
Desconsiderando calendários
Preferindo estações distraídas
Infinitas como o desejo
Atemporal do poema

 

 

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