Não Resisto

Entrego-me!
Não resisto a mais nada…
Quero sofrer, o que há para ser sofrido
Gozar o que há para ser gozado
Amar quem tiver, por mim, de ser amado.

Não me importo mais!
Esse pensamento de evitar os sofrimentos
Já me deixou por muito tempo
Nua rua vazia, sem roupa e sem fala.

Encontrar o que deseja, pode ser que seja
Das maiores aventuras, deveras uma piada.
Morrerei um dia é certeza…
Porque afinal, privar-me de ver a beleza e a maldade
Todos juntos numa mesma jogada?

Parei!
Quero é viver dona de mim mesma
Descobrindo ruas, deixando pistas
E até não descobrindo nada.

Mariana Duarte

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Não diz

As vezes penso
que não tenho senso
de amor

As vezes passo
pelo mesmo traço
que se apagou

As vezes lembro
que não tenho tempo
pra dor.

As vezes ouço
aquele mesmo esboço
que ninguém tocou.

E as vozes mudas
das flores murchas
que o vento não quis.

Se fingem de surdas
as cores úmidas
que a lágrima não diz.

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À Luz da Escuridão

Havia tempo que eu não parava pra conversar à toa comigo mesma.
Às vezes as vozes gritam tão forte que o silêncio te deixa mais acesa.
Fazia tanto tempo que o sol não desalinhava,
e o vento não pairava, para eu poder ter menos luz e mais clareza.
A vida às vezes é engraçada e descabida,
é no mesmo instante um eco, um gesto e uma rima.
Parece que o que conta não faz mais parte de nada,
a gente se esquece de si, do não e do sim, e até da palavra.
E mergulha numa solidão, num vazio tamanho,
num frio estranho, que a escuridão se mostra uma boa amiga.

 

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Oi?


Diga!
Chore,
Fale, implore
Cante! Vibre!
Dance, inspire!
Vire

Se joga!
Se afoga!
E fuja

Ruja, sopre e dobre
a língua
a míngua, a mágoa
e a água

Numa mistura de sol
e de sal sem sim.
E cobre o verso pobre
Da rima leve que te afaga

Do tudo e do nada
à flor da pele que segue
e vibra

A alma calada
nessa enxurrada de verbos:
– Encandece a tua essência
e a tua dormência

Que acorda o silêncio gritante.
Cala!
singela que só…
Congela em Si
e adormece a bemol.

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