Não é para isso que o Gramophone foi inventado!

Até hoje, nessa minha (ainda) breve existência terrena, não consegui compreender a necessidade que as pessoas tem de escutar música péssima em decibéis de avião a jato.

Sem entrar em maiores delongas no que tange a concepção pessoal de música ruim ou boa, a verdade é que de um alto-falante que emana fortíssimos volumes de manifestações sonoras inferiores nunca se ouve MPB, Rock, Jazz, Blues, Música Clássica, etc… É aquela velha fórmula da física-social: A qualidade da musica é inversamente proporcional ao volume que emana dos alto-falantes.

O ser humano tem uma forte tendência em ocultar seus traços negativos, mas curiosamente o mesmo não ocorre com a música. Além de uma questão de mostrar aos 4 ventos a sua infâmia (já que, de acordo com as leis da física, o som se propaga em todas as direções), este ouvinte desprovido de um  mínimo senso estético e certamente avesso as mais comezinhas regras de educação e convívio social, ainda pretende IMPOR aos demais conviventes essas melodias (?) deturpadas.

A partir desse momento, não há mais escolha. Nossos ouvidos viram reféns dessa prática, nossos tímpanos tornam-se suas principais vítimas.

Se eu pudesse (ou tivesse tempo) de criar um rol de babaquices do ser humano, indubitavelmente que esta prática estaria no “top 5″.

Penso eu que este ouvinte, que anda pela cidade com seu tunado som automotivo, deveria se conscientizar que não está fazendo bonito, não está agradando ninguém e só está chamando uma atenção negativa para sua pessoa.

Sendo assim, remeto-me ao título desse post: Não é para isso que o Gramphone (o primeiro aparelho apto a reproduzir sons previamente gravados) foi inventado.

Do Blog Breves Divagações

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