Dor Lunar

 

É tão bela a luz do luar
Derramada sobre as madrugadas
E iluminando as serenatas
De quem inda se arrisca a amar

São tão longas as noites que passo
Sob a praia em leves caminhadas
Só a lua doce e mal amada
Me acompanha em tudo o quefaço

Sinto ,pena da pobre coitada
Vive tão solitária no céu
Isolada, sozinha, ao léu
E se esforça sem conseguir nada

Luta para chamar a atenção
Por mais que tente nunca consegue
E só mesmo os loucos poetas
Hão de transformar luz em canção

Enquanto o Sol insiste em nascer
Com seu brilho de Rei poderoso
O luar sempre triste e medroso
Por vergonha teima em se esconder.

 

(Padilha)