Mais um pouco

Um pouco do meu silêncio pra massagear a tua alma
não ignorância ou desprazer em ouvir teus sons
Mas numa face mais clara de mim,
algo que só ouve e deixa falarem

Não desconhecimento nem indiferença
mas um desejo simplório de entrar
em tua mente, e acompanhar teus pensamentos
Como uma ave abre as asas
pra ser sustentada pelo vento
e seguir dele a direção

Agora que lhe mostrei que já sei rimar
dores e doses de inquietação,
Que tal falares um pouco mais sobre amor?
Ou dessas coisas que desconheço
por estupidez

Ou fale-me mais do mundo, se preferir
Esse que um dia encherguei com olhos puros
e em que hoje só vejo as cinzas e sombras borradas
do que um dia se chamou felicidade

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Verbo Você

Há tantos egos feridos no tom
Há tantos elos rompidos além
Há tantos cegos perdidos no som
Há tantos belos sentidos também

Ver, não é enxergar!
Ouvir, não é entender!
Ser, não é estar!
Sorrir, não é conhecer!

Ter, não é possuir!
Sentir, não é pertencer!
Saber, não é conseguir!
Seguir, não é esquecer!

Ando…
precisando…
conjugar….
o verbo você!

Desatar em nós os nós.
Desvaler o que não for.
Decantar em mim tua voz.
Desater o desamor.
Desarmar o veto.
Devagar bem perto.
Acalmar a cor!

Desatar os nós a sós.
Derreter em seu sabor.
Derramar o amor em nós.
Desater o decompor.
Declinar o resto.
Declamar o verso.
Amar o Amor!