O Marimbondo

Moribundo o marimbondo,
picou o seu sentido.
Seu segundo me deixou tonto,
meio que se diluindo.
Esse mundo é um velho conto,
que canta o que não tem vez.
Oriundo de outros escombros,
que lança à insensatez.

Moribundo o marimbondo,
pingou o céu vertido.
Seu rotundo sol em seu ombro,
leio, o que não foi vendido.
Esse mundo é um velho estrondo,
que encanta os olhos que fez.
Tão fecundo os nossos pontos,
que dança a embriaguez.

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Mundo da Lua

Sem lugar no meu próprio espaço
Me perco em mim,
Fracasso.
Não olvidados meu amor,
minha inquietação
Busco além de mim
o que em mim não encontro razão

Fora daqui talvez lhe pareça
Inquieta que sou,
Que busco alguma certeza
Sem as dúvidas que sobrevoam
E se assentam sobre o meu ser
Me acho
Me encolho. Escondo. Incomodo

Busco além de ti o que me convém
Busco incerteza,
embora mesmo antes a tenha encontrado
E vivo aqui, assim
A perseguir um surreal colapso

Procuro somente sentir.
Me redimir das culpas do acaso.

Fuja de mim, não se permita
Perambulante incerteza que sou nessa vida…
Não se importe com minha mente insana,
Meus prazeres inconstantes,
Pois vivo, e quero, somente aqui

No mundo da Lua existir.