É Carnaval

É Carnaval!

Então, e o que isso tem de bom?

‎”Custei a compreender que a fantasia é um troço que o cara tira no carnaval, e usa nos outros dias por toda a vida.” Aldir Blanc e João Bosco

Com a alegria contagiante que exala meu rosto e o resto de mim, meio como um paradoxo sem reflexo, sem nexo, sem rima, sem fim, tento escrever algo que faça sentido. Pensei em brincar com as máscaras, que todos usamos e tiramos, mas achei uma ideia meio batida, então parti para ignorância, e tentei buscar razões para não se gostar dessa data, mas notei então, que até mesmo eu, um dia já se entregou as mazelas do carnaval. A verdade é que não gostar de carnaval no Brasil, é meio como um havaiano não gostar de ula, ou como um americano preferir bocha  ao beisebol; você é visto meio que como um ET, ou pior, como um ser digno de pena!

Antigamente até que curtia esse feriado, mas com o tempo vai se perdendo a graça em tudo, pois você amadurece! E não, amadurecer não é ruim, é a melhor coisa do mundo! Sinceridade, a mulher é uma obra prima de Deus, e como tal, não deveria se sujeitar a se mostrar como um objeto em trajes minúsculos em uma escola qualquer! Em qualquer outra época do ano, o ato de uma mulher semi-nua andar pela rua é considerado um atentado violento ao pudor e pode ser punido até com a prisão. Mas durante o Carnaval, as pessoas se permitem e acham que tudo está liberado, perdem a noção do bom gosto, se perdem totalmente em suas convicções e se deixam levar pelas ideias propagadas na mídia.

Outra coisa, vamos deixar uma coisa bem clara: samba-enredo não é samba, axé (em sua maioria) não tem letra e funk não tem nada haver com música!

Pra você que como eu prefere um solo de guitarra, um acorde torto ao confete, o Pierrô e a Colombina, separarei cinco sons pra quem não tá nem aí pra festa profana.

Pra começar Miss Celie’s Blues  na voz de Marjorie Estiano pra animar o contexto:

Essa é do Teatro Mágico, pra levantar e balançar o bloco e as estruturas:

Uma da Banda Mais Bonita, pra acalmar os instintos:

Essa é pra quem gosta de viajar, longe, Nave a dentro:

E pra terminar o Samba de Preto do Huaska:

“Tudo o que eu mais queria era pular o carnaval. Tipo acordar amanhã e já ser quarta.” Tati Bernardi

E aí, o que você tem ouvido por aí?

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Igor de Carvalho | Maricel IorisIngrid Michaelson

Estiano e os outros também


Uma vez, há algum tempo atrás, estava lá eu meio farto de tudo, na certa assistindo algum episódio de malhação ( É, eu já fui mais novo, por “increça” que “parível”) e de repente vejo aquela menina bonita abrindo a boca e soltando de si uma voz que nem parecia dela (e nesses casos pode ser que não seja mesmo) mas não, aquela voz doce e diferente era mesmo dela, uma surpresa tão bem vinda que  a partir daí acredito que foi amor ao primeiro apertar do “play” e aos poucos uma paixão inegável por tudo que ela fez e faz. Nascida Marjorie Dias de Oliveira, iniciou carreira como atriz ainda em Curitiba mas se destacou em São Paulo fazendo parte do elenco de garçons cantores de um bar que faziam performances de clássicos do cinema, como Grease e Cabaret, chamado Cine in Show. Muitos acharam que ela era uma artista de uma música só, uma atriz que cantava, ou algum produto da mídia ou coisa assim, mas hoje após anos de carreira essa curitibana de 28 anos demonstra ter aprimorado seu talento e redescoberto sua queda por interpretar clássicos em inglês, onde com certeza poucas vozes conseguem se igualar a sua, sabemos que ela veio pra ficar e como poucas encantar!

O Gramofone separou algumas interpretações importantes dessa cantora que tem como marca registrada a presença única de sua voz inconfundível.

E pra quem nunca ouviu “Espirais” é sem dúvida uma das melhores canções em português que essa “menina” já gravou:

Agora a mais linda de todas, nessa voz maravilhosa: