Sarah Blasko

“Um monumento a libertação e que nos oferece algo novo a cada novo som.”

Ultimamente os sussurros de alguns gemidos, nos levaram a ouvir avessos e deixar um pouco a superfície. E nessas andanças sonoras tomamos um caminho sem volta, apartando-nos da mesmice, e dando um “olá” ao novo, sem rodeios, nem retornos, que nos levou tão longe quanto a distância pode ir.

E isso foi tão reconfortante, quanto animador, pois nos foram apresentadas nuances que se estivéssemos com o ouvido desacostumado, simplesmente passariam desapercebidas. E de repente, um som estranho tomou conta de tudo. Uma voz vinda de outros ventos,  composta de outros tempos e que canta de um jeito todo especial.

O nome dela é Sarah Blasko, uma australiana, que tem um estilo diferenciado das demais, pois sua música envolve os sentidos e percorre cada centímetro dos sonhos de quem ouve.  É um som raro, com gosto de passado, que não se escuta por aí, e se fundamenta em sensibilidade totalmente autoral.

“Eu gosto de coisas velhas… Eu gosto de coisas que resistem ao teste do tempo.” Sarah Blasko

Sarah é dona de  uma voz que se apossa de quem ouve de uma forma tão única, que chega assusta o ouvinte.

Deixemos então que você mesmo entenda o que estamos dizendo:

“All I Want”

“We Won’t Run”

“Night and Day”

“Always on this line”

E pra finalizar uma das mais lindas… “Xanadu”

E aí o que achou? Participe, comente e compartilhe!

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Ludov

Rock alternativo, Indie Pop, Habacuque Lima, Paulo Rocha, Vanessa krongold e Mauro Motoki: Esta é Ludov; com seus dez anos de carreira, a banda apresenta sua arte em dois EP’s (“Dois a Rodar” e “Minha Economia”) e três álbuns (“O Exercício das Pequenas Coisas”, “Disco Paralelo” e “Caligrafia”).

Tendo sido precedida pela banda Maybees, da qual faziam parte os mesmos integrantes, cantando e compondo músicas essencialmente em inglês, a Ludov começou com essa ruptura e com a focalização em letras em português, partindo principalmente do desejo pessoal dos músicos em renovar suas próprias carreiras.

Aprecie o clipe da música “Reprise” do último álbum Caligrafia:

Outra faixa que nos chamou a atenção foi Urbana

Quer saber mais sobre a banda? Leia a matéria do Rock’nBeats, lá tem uma entrevista bem legal com alguns detalhes sobre o início da carreira, feita em fevereiro deste ano.

Você pode acompanhá-los pela página da banda no Facebook. Disponibilizamos também os EP’s e discos para audição aqui na Radio Lunar, é só dar play e mergulhar nessa aventura musical que é Ludov.

“Excesso de razão é como opinião:
se não ajuda, atrapalha!”

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Holger!!!

Estávamos aqui tão embasbacados e totalmente envolvidos com o som dessa maravilha chamada Holger, que até nos esquecemos de fazer um post relacionado aos mesmos. Mas agora lá vai…

 

Africanos? Americanos? Extraterrestres? Não! Brasileiros extremamente talentosos.

Paulistanos, já tidos como referência no cenário indie nacional e internacional, com o EP “The Green Valley” lançado em 2010, e até o momento com o cd “Sunga“. Sobre o nome do disco, declararam em entrevista à Revista O Grito: “Queriamos um nome dife­rente. Como can­ta­mos em inglês pen­sa­mos em não usar essa lín­gua para dar nome ao disco. Foi quando sur­giu “Bunda”, mas acha­mos que seria um pouco ofen­sivo e sem pro­pó­sito. Pensamos em vários nomes, de M’bunda a $$$$$$$. Foi quando antes de um ensaio está­va­mos numa parte externa do estú­dio e come­ça­mos a diva­gar sobre o quão supe­rior é a sunga sobre a ber­muda, marca de ber­muda é coisa de dente de leite. Depois de alguns minu­tos alguém virou e falou “- Já sei o nome do disco, Sunga!”

Contando com músicas eletrônicas animadas por um baixo dançante, melodias guiadas por arranjos alegres de guitarra, bateria bem marcada e composições incomuns a banda também é chamada de “Ursão” (por causa da capa do EP “The Green Valley”).

E essa mania de cantar em inglês? Eles disseram: “Nunca enfren­ta­mos bar­rei­ras por can­tar inglês. Vez ou outra alguém cri­tica, mas e dai? Temos mais faci­li­dade ao com­por em inglês. Queriamos com­por em por­tu­guês mas nunca fize­mos algo em por­tu­guês que gos­ta­mos. É muito mais fácil falar bes­teira em outra lingua.”

O nome “Holger” é apenas um nome próprio comum da Suécia. Suas influências compreendem cinema, música e principalmente literatura.

The Auction

O clipe acima, do qual eles participam faz parte do EP “Green Valley”. Mas eles quem? Conheça:

Da esquerda para a direita:

Tché (baixo, guitarra, vocal)
Pedro (baixo, guitarra, percussão, vocal)
Arthur (banjo, bateria, cavaquinho, guitarra, percussão, vocal)
Marcelo Pata (baixo, banjo, guitarra, vocal e outros)
Bernardo Rolla (baixo, bateria, guitarra, percussão, voz)

Ouça Let’em Shine Bellow

O título “Green Valley” refere-se à cachaça Vale Verde, muito apreciada pelos músicos. Com uma raiz bem mais folk no primeiro EP, partiram para algo mais “afro-pop” em Sunga, que já mesmo pelo nome, canta um verão incessante. Fala do que os rapazes pensam, fazem e vivem. “O disco é ins­pi­rado nessa ener­gia. O mundo é pos­si­vel, os sonhos exis­tem… um monte de coisa existe, mui­tas estão obs­cu­ras. Tem que jogar a luz nes­sas, e essa luz vem de den­tro. Para levar a luz para os outros tem que se expor, mos­trar sua vida. O Sunga fala da gente, do que nos faz viver.” *

Um outro bom exemplo dessa temática é Caribbean Nights

Você também pode ouvir as outra músicas do Holger aqui na Radio Lunar. Pode acompanhá-los pelo Facebook, baixar algumas faixas pelo Trama Virtual e adquirir uma Sunga.

E então, o que achou? Já conhecia o trabalho deles? Comente, compartilhe, ouça e nos dê dicas também.

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Músicas do Gramofone: Ritmo e Poesia da Menina Feia

Boa noite, bom dia e boa tarde! Por que começo essa postagem assim?

Por que em algum lugar do mundo é noite, dia ou tarde, oras!

Então, hoje trazemos para o deleite de vocês algo muito bom, que nos foi indicado por uma conhecida nossa e que realmente tem bom gosto! A princípio agente estranha um pouco o nome, não é mesmo? “Nô Stopa”, pois bem, esse é o nome artístico de uma raridade artística e musical, filha do compositor Zé Geraldo, Nô é também Atriz e Dançarina, desenvolvendo um trabalho intenso com teatro de bonecos, sendo que já participou de várias peças e atividades envolvendo o público infantil ao longo da carreira. Apesar de aparecer agora para a grande mídia, Nô Stopa iniciou sua carreira musical em 1998, em um CD chamado “O Novo Amanhece”, onde Zé Geraldo e Renato Teixeira, abriram espaço para os filhos, Chico Teixeira (filho de Renato) e Nô Stopa (filha de Zé Geraldo), sendo que nesse projeto Nô compôs duas faixas, mas a verdadeira materialização de um sonho da cantora, aquele de entrar para um estúdio e gravar o seu primeiro CD, só veio a acontecer em 2004, com o lançamento do CD independente “Camomila e Distorção”, lançado por um selo próprio chamado “Sol do Meio Dia”. Em 2010, Nô muito mais amadurecida musicalmente, lançou seu segundo trabalho, em parceria com o produtor  Érico Theobaldo e que chama-se Novo Prático Coração, um álbum recheado de coisas boas e onde está presente a música que escolhemos pra tocar agora no Gramofone: “Ritmo e Poesia da Menina Feia”.

Lembrando que você pode comentar as músicas e indicar novidades pelo nosso msn gramofonelunar@live.com e todas as músicas indicadas no blog, podem ser encontradas para audição na Radio Lunar.

Sem mais conversas, vamos logo ao que interessa e tire as suas próprias conclusões:

Ritmo e Poesia da Menina Feia – Nô Stopa

Composição: Wesley Noog/Nô Stopa

Hoje eu quero mais do que de costume
me refazer no perfume
despetalar meu ciúme, me distrair
porque sou a mistura de caos e jardim
porque sou amena, porque sou ruim
porque não consigo me olhar no espelho
eu sou espectro e fico vermelho
isso eu sei, é errado, isso é pecado
não permita que eu seja castigado
me perdoa meus apegos e minha falta de auto-estima
eu sou desprotegida porque sou menina
ninguém pode me ver… chorar

vou chorar escondida, quero a máscara mais bonita
quero ganhar a fita, meu diário que o diga
prefiro uma amiga pra me dar os braços,
pra mostrar os passos, pra me dar ardis

quero um sapato alto
e quero pelo menos um espelho mais feliz.