Ingrid Michaelson

Há alguns dias, aconselhado por uma amiga, me deparei com algo realmente bom. Ingrid Michaelson, é americana de origem judaica, e além de uma voz linda, compõe divinamente bem, tanto que suas músicas, não por acaso, já foram utilizadas, algumas dezenas de vezes, em episódios de séries na televisão norte americana. Suas músicas podem ser ouvidas em  Grey’s AnatomyBonesOne Tree Hill e Scrubs. De família basicamente artística, Ingrid Ellen Egbert Michaelson (tem pai compositor e mãe escultora), toca piano desde os 4 anos de idade e tem como formação universitária licenciatura teatral, chegando a se tornar diretora artística de peças e orientadora de elenco. Ingrid, sempre teve o lado musical bastante aflorado, sendo a responsável pela assinatura musical de algumas montagens teatrais das quais participou, desde a escola e a universidade. Além disso, colaborou com composições em alguns álbuns de colegas e conhecidos, até que surgiu a oportunidade de lançar um disco autoral em 2005, intitulado “Slow the Rain”, álbum independente, que surpreendeu a crítica e projetou suas músicas em rádios dos EUA e se espalhou pela internet. 

As músicas mais conhecidas de Ingrid são do álbum chamado “Be Ok” lançado em 2008, canções essas que a levaram a ser convidada a abrir os shows de Jason Mraz na Europa. Seu estilo é identificado por ela mesma, como sendo uma mistura entre o pop, o indie e o folk. Suas canções falam sobre felicidade, amor, sorrisos, tristezas, angustias e as relações humanas do dia dia de uma forma toda especial. 

Sem mais comentários, essa é uma voz que o Gramofone tem o prazer de ecoar:

Ghost

Breakable

 

Maybe

 

Can’t Help Falling in Love

Essa é uma versão de um clássico de Elvis Presley, que ficou absolutamente magnífica, e está presente na trilha sonora do filme ‘Like Crazy’.

Parachute

 

Allways You

 

Essa é uma das mais lindas que já ouvi:

The Way I am

 

E agora a que me fez apaixonar pela sua voz e por suas canções, a primeira é a versão original em estúdio, tendo a voz do seu produtor Dan Romer, e a segunda ao vivo com a sua banda participando:

You and I

 

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Regina Спектор

Como tema de suas músicas, personagens criados em seu imaginário, com experiencias tão reais que nos fazem acreditar que realmente existiram. Regina Spektor, ou Регина Спектор (nem imagino como se pronuncia isso), é natural de Moscou, radicada nos Estados Unidos, com sotaque característico novaiorquino e com um estilo musical muito peculiar.

Estreou em 2001 com o primeiro álbum independente “11:11”, e em 2004 assinou com a gravadora Warner para o lançamento do disco “Soviet kitsch” com o hit “Us”. Filha de um violinista amador e de uma professora de música, seu primeiro instrumento foi o piano. No início interessou-se por música clássica, hip hop, punk e rock. Hoje, diz que trabalha duro para que cada composição tenha seu estilo musical próprio. Ela diz:

“Sabe, às vezes me interesso por algo, noutras não. Eu amo punk e por isso escrevi uma música assim. Se eu quero fazer uma country, faço. Definitivamente quero produzir de tudo e juntar isso em um único show, em um único álbum, pois assim se terá um retrato verdadeiro de quem realmente sou. Eu amo artistas, pintores e escritores que passaram por muitas transformações. Consigo me relacionar facilmente com gente assim.”. 

Escreveu suas primeiras músicas por volta dos dezesseis anos de idade. Muitas fazem parte de seus primeiros albuns. Questionada se achava que o tempo afetou seu trabalho para que ficasse aparentemente com estilo Pop, ela declarou:

“Não. É difícil dizer quem você é, eu apenas sento e faço uma música. Mas quando eu faço isso, não sinto se está vindo algo pop ou não. Veja [a música] “Human of the year”: quando fiz [o álbum] “Begin to hope”, eu tive canções como o single “Better”, que é considerado mais pop. Mas eu o escrevi quando tinha 18 anos, ou seja, era bem mais velho do que as canções de “Soviet kitsch”. Em muitos dos meus álbuns eu coloco canções de diferentes épocas de minha vida.”

A crítica a qualifica como artista que adota os estilos Antifolk, Acústico e Indie Rock, e podemos encontrar nas descrições de suas letras a qualificação de Pop e Romantico, embora sua qualidade e estilo musicais estejam bem além dos limites de qualificação de tais estilos. Uma das características de sua música é o uso de versos inteiros contendo zunidos e sons produzidos por seus lábios e até mesmo o uso de Beatbox, algo que vemos na músicas “Hotel Song” e “Dance Anthem Of The 80’s”, veja:

Como temas mais comumente encontrados em sua discografia estão religião (com referências ao judaísmo e à Bíblia), amor e morte. Alguma letras parecem sem sentido algum, mas possuem sonoridade e rítmo que compensam completamente qualquer falta de sentido ou coesão.

Regina ganhou bastante conhecimento com as músicas “The Call” (que fez parte da trilha sonora de um dos filmes da série “Crônicas de Nárnia”) e “Fidelity”. Suas músicas já fizeram parte de produções de TV brasileiras, séries americanas, como “Grey’s Anatomy” e também do filme “500 Dias Com Ela”. Com 10 anos de carreira, esperamos que venham muito mais “dez” pela frente com ainda mais composições desse talento nato.