Músicas do Gramofone: Cabeça de Disco

Há muito tempo nós não temos atenção pra mais nenhuma música…

Descobrimos o Lemoskine meio sem querer, depois que nos embasbacamos com o talento da Banda Mais Bonita da Cidade. Aliás, o existir do Gramofone tem tudo a ver com o aparecimento dos alegres músicos de Curitiba. E graças a eles, hoje enxergamos com outros olhos a cena independente de Curitiba e a do Brasil como um todo, podendo trazer a esse espaço coisas que você não ouve por aí. E por falar em “não ouvir por aí” a música título desse post, “Cabeça de Disco”, é o que podemos chamar de um som raro e viciante. A canção nos faz lembrar um pouco de Skank, com uma batida pop realmente empolgante, mas com um vigor e um frescor todo especial e que sem dúvida alguma, já deveria estar ecoando nas estações de rádio desse país. Foi gravada para a produtora Off Beat Audio, de Curitiba, e postada em 20 de Maio no blog da mesma.

Demoramos um tempinho pra postar, mas está aí. Mais uma joia da banda Lemoskine, confira:

Cabeça de Disco

Composição:  Rodrigo Lemos

Há muito tempo eu não tenho atenção
Pra mais ninguém, a não ser você
Que me tem como quiser
Sobre tudo desse jeito meu
Então devo ser,
Especial

E é tão bobo esperar em prontidão
Pelo lado B, do seu disco preferido
Vira essa bolacha, aumenta esse sorriso
Troca de sujeito sim
Você deve ser,
Especial

Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Um dia a mais ao lado teu
Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Um dia a mais ao lado teu

A muito tempo eu não tenho atenção
Pra mais ninguém, a não ser você
Que me tem como quiser
Sobre tudo desse jeito meu
Então devo ser,
Especial

E é tão bobo esperar em prontidão
Pelo lado B, do seu disco preferido
Vira essa bolacha, aumenta esse sorriso
Troca de sujeito sim
Você deve ser,
Especial

Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Um dia a mais ao lado teu
Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Do amor que a gente prometeu

Me leva pra lá
Me leva pra lá
Me leva pra lá
Me leva pra lá

Você também pode gostar de ler e ouvir:

Alice | Os Outros | A Balada da Contramão

Quem disse que Gramofone é velharia?

Já pensou em ter um gramofone móvel e compacto com tecnologia de ponta?

Aproveitando o que já foi inventado e procurando alguma novidade pra isso, esse humilde gramofone, passeando pela lua, encontrou uma homenagem moderna aos precedentes dos atuais reprodutores de mídia. Veja:

Este é o Phonofone III. Desenvolvido pela Science & Sons, é um aparelho que utiliza do mesmo padrão básico para gramofones, sendo feito de cerâmica e à mão. Amplia em 4 vezes o som do dispositivo acoplado sem o uso de energia. Une a tecnologia atual e a elegância característica dos gramofones.

Você pode gostar também de ver o Phonofone II Black Edition.

Para não perder o costume, segue um poema:

Gramofone (ou Disco Virado)
Lado A

Eu procuro por todo lado
Abaixo a tampa da vitrola
Eu viro o disco
E me arranho para encontrar
Eu me apanho desligado
Fico antenado quando deve
Eu sintonizo o mesmo aparelho
Atravesso a esquina
Eu viro o disco
E ainda ouço a mesma música
Eu me arrisco cegamente
Não me ponho em risco
Eu vou cautelosamente
eu viro o disco
Eu me vejo parado na loja de cd
Sempre à espera
Não sei de quê, não sei de quem
Eu fico em rota
Em rotação por minuto pulsando
Meu pulso perde a rota desse leme
Eu procuro por todo lado
Levanto a tampa da vitrola
E mais uma vez…
Eu viro o disco

Lado B

Eu viro o disco
E mais uma vez…
Abaixo a tampa da vitrola
Eu procuro por todo o lado
Meu pulso perde a rota desse leme
Em rotação por minuto pulsando
Eu fico em rota
Não sei do quê, não sei de quem
Sempre à espera
Eu me vejo parado na loja de cd
Eu viro o disco
Eu vou cautelosamente
Não me ponho em risco
Eu me arrisco cegamente
E ainda ouço a mesma música
Eu viro o disco
Atravesso a esquina
Eu sintonizo o mesmo aparelho
Fico antenado quando deve
Eu me apanho desligado
E me arranho para encontra
Eu viro o disco
Abaixo a tampa da vitrola
Eu procuro por todo lado.

(do Blog Poesia Permanente – Filipe Freitas)