Uma Surpresa: BIM

Há poucos dias me deparei com um fenômeno vocal chamado Rebecca Rosier. Acredito eu, que foi quando via alguns videos de Ellie Goulding, ou algo de Regina Spektor, não importa, o importante é que depois dessa descoberta não consegui mais parar de ouvi-la. Passada a euforia e a admiração inicial, fui me informar melhor sobre quem era a dona daquela voz maravilhosa.

Rebecca compõe desde os 11 anos, tendo formação clássica e de ballet, mas nunca havia levado a música a sério. Em 2007, em um encontro de bandas e compositores universitários em Londres, Rebecca conheceu o produtor, cantor  e compositor de pop eletrônico Tim Davis, e dessa amizade surgiu uma parceria que resultou em um demo e mais tarde em um EP chamado “BIM”, lançado em setembro daquele ano. Após algum sucesso local, a dupla resolveu adotar o mesmo nome do EP e realizar algumas viagens para se apresentar e divulgar suas canções no interior da Inglaterra.

Em 2009, uma das músicas desse EP, chamada “Stay in My Memory” foi utilizada em uma animação que ganhou popularidade e vários prêmios na Europa, se transformando mais tarde no clipe oficial da canção, levando o nome do dueto além das fronteiras inglesas. Em 2010, surpreenderam a crítica especializada e os fãs ao liberaram o single “Head Over Heels” do disco  “Scatterheart” para download gratuito. O álbum foi lançado de forma totalmente independente, mesmo tendo sobre si, os holofotes da mídia londrina, tendo sido mencionado até mesmo no jornal The Guardian, como New Band of The Day (A Nova Banda do Dia).

Das músicas que estão disponíveis para audição no perfil da dupla no Facebook a mais interessante em sua versão original é “Promises”, que tem em sua base a força vocal de Rebecca e as pinceladas estratégicas de Tim, de uma forma toda especial. O estilo dessa dupla é uma mistura de música eletrônica, com nuances de um Indie Pop e vertentes bem claras de um trip-hop, que se assemelha um pouco com o que é praticado por  algumas outras bandas e por Björk

Evidentemente, prefiro as versões acústicas das canções, onde os vocais de ambos afloram e deixam as músicas ainda mais lindas, mas as versões originais não deixam nada a desejar.

Sem dúvida alguma, BIM é uma surpresa mais do que bem vinda!

Chega de papo e vamos ao que interessa! Aumente o som e se deixe levar:

“Stay in My Memory”

“Raindrops”

“The Magic Us”

Esse é um cover de Regina Spektor, onde a voz de Rebecca Rosier se destaca divinamente:

“Us”

E aí, o que achou? Participe, comente e compartilhe!

*Adaptado da Wikipedia em Inglês, e do artigo de Paul Lester no jornal The Guardian.

Você pode gostar também de ouvir:

He is We | She & Him | Lana Del Rey

B de Björk

Como falar de um som que atravessa gerações e não se explica, não se adequa, simplesmente existe sem se preocupar com o resto?

Björk não é algo que agente possa definir com uma simples frase, ou consiga mensurar com apenas algumas palavras!  De origem islandesa, essa cantora e compositora é vencedora do Prêmio Nobel de Música (Polar Music Prize), sendo também produtora musical, instrumentista e atriz. O mais fantástico e paradoxo, em se falando dessa artista, é que em seus oito álbuns de estúdio lançado, não se consegue definir bem o seu estilo musical, sendo tão eclético quanto inusitado! Björk brinca com a sua voz, que diga-se de passagem é maravilhosa, fazendo malabarismos e misturando rock, jazz, música eletrônica, clássica e folclórica de uma forma tão única quanto bela. O que mais se assemelha ao seu estilo é com certeza o trip hop, e mesmo tendo algumas composições parecidas com as de outras cantoras e bandas, se destingue totalmente pela genialidade demonstrada em cada nova interpretação.

Vasculhando a internet achamos essa música de Milton Nascimento, chamada Travessia, numa versão de Björk, e por curiosidade, cantada em português, quer dizer, pelo menos ela se esforça, e no caso dela, está de bom tamanho:

Björk além de espetacular, foi uma criança prodígio, tendo como base musical o piano, gravou seu primeiro disco aos 12 anos de idade, com a ajuda de seu padrasto. Seu primeiro álbum solo, Björk, foi lançado em 1977 apenas na Islândia, mas já lhe rendeu um disco de platina.

Ao longo do tempo experimentou vertentes musicais tão amplas quanto contrárias, explicando assim, em parte, o misto desorganizado e intenso de tudo que faz e fez.  Seus singles “It’s Oh So Quiet”, “Army of Me” e “Hyperballad” ficaram entre as top 10, na Inglaterra, durante alguns anos. Seu estilo diferente e provocativo lhe rendeu quatro prêmios BRIT Awards, quatro MTV Video Music Awards, um MOJO Awards, três UK Music Video Awards e, em particular, ela recebeu, em 2010, o Polar Music Prize da Royal Swedish Academy of Music, em reconhecimento por sua “música profundamente pessoal e letras de músicas, seus arranjos precisos e sua voz única”

Além disso, Björk foi indicada para 13 prêmios Grammy, e foi classificada na trigésima sexta no VH1’s “As 100 Maiores Mulheres do Rock and Roll”  e oitava posição na MTV “22 Melhores Vozes na Música”.

Separamos alguns videos para que você possa ouvir e se maravilhar com esse fênomeno inexplicável chamado Björk:

Unravel

It’s Oh So Quiet – Ao vivo em 1995

Bacherolette MTV Live

The Anchor Song

Realmente, o que se pode dizer a seu respeito, é que ao ouvir os seus agudos, você não consegue ficar indiferente, sem dúvida alguma, o talento dessa cantora é perturbador!

Adaptado de alguns textos encontrados na internet e da Wikipedia