Banda Gentileza

 

Uma mistura empolgante e viva, isso é a Banda Gentileza, que costuma se auto designar como uma banda de improvisos. O sexteto curitibano, costura valsa, música caipira, bolero, músicas do leste europeu e samba com o fio condutor do rock. Gravou dois EPs ao vivo no projeto “A Grande Garagem” em 2005 e 2007.

Seu som é uma mescla boa de sons e harmonias tão variadas, com letras que se entrelaçam e se justificam em pensamentos vagos, mas repletos de sentido.

A criatividade é uma constante nas músicas e no jeito de dizer as coisas, sem nunca se entregar ao clichê, visitando lugares já conhecidos, mas com outros meios de enxergar os contextos. Jogos de palavras, trocadilhos e metáforas bem pensadas, se unem em uma miscelânea que aflora por todos os cantos.

Em 2009, gravou o seu primeiro álbum de estúdio, produzido pelo carioca Plínio Profeta, um renomado e premiado produtor, responsável por discos como Falange Canibal, de Lenine, e trabalhos como os de Lucas Santtana, Tiê, Pedro Luis e a Parede, Katia B., O Rappa, Pavilhão 9, Xis, Fernanda Abreu, entre outros.

Formada por Artur Lipori (trompete, guitarra, baixo, kazuo), Diego Perin (baixo, concertina), Diogo Fernandes (bateria), Heitor Humberto (vozes, guitarra, violino, cavaquinho), Lucas Lara (guitarra, violão, viola caipira, backings) e Tetê Fontoura (saxofone, teclado), a Banda Gentileza é um daqueles exemplos de banda, que não se pode definir o verdadeiro estilo, pois o som deles é realmente amplo de mais, pra se resumir a determinada vertente ou divergir de algo, são, independentemente de alguém achar que é ou não, e a verdade mesmo, é que o seu som agrada de mais aos ouvidos.

Alguns dirão que é meio parecido com isso, ou com aquilo, mas no meu entender e ouvir, não se assemelha a nada! A qualidade que esses curitibanos possuem, é essencialmente deles, logicamente com algumas influências, mas isso todas as bandas, hoje em dia, tem.

Pra que você mesmo possa tirar suas devidas conclusões, separamos algumas canções para ecoar Gramofone à fora.

Pra começar, um clipe não oficial de Sempre Quase, feito por uma fã:

Essa foi a primeira música que ouvimos da Gentileza, no fim do ano passado:

Em “Maior com Sétima” os trocadilhos inteligentes e o som diferente ficam nítidos aos olhos e ouvidos:

E pra finalizar, 33 b:

E aí? O que achou? Participe, comente e compartilhe!

Você também pode gostar de ler ou ouvir:

Marcelo Jeneci | Maglore | Sobre Canecas e Chá

Músicas do Gramofone: Sempre Quase

Sempre Quase – Banda Gentileza

Vou lavar a louça na pia do banheiro
Vou enxugar a boca debaixo do chuveiro
Cantar alegremente dentro do armário
Pôr os peixes na gaveta e os talheres no aquário
Pintar as paredes com tinta pra tecido
As coisas desse modo fazem muito mais sentido
Depois da refeição, vou tomar água da chuva
Limpo a ferida com algodão doce e sangro suco de uva

Vou vestir os meus tapetes, pôr as roupas sobre o chão
Telefono pra mim mesmo e não aceito a ligação
Se eu tô bem tomo remédio, se eu tô mal tomo também
Se eu sento embaixo da mesa é pra não comer ninguém
Vou usar os meus chinelos na altura dos joelhos
Vou me integrar socialmente conversando com o espelho
Se eu faço muito aproveito pouco
E eu não sei porque as pessoas
Dizem que sou estranho.

Você também pode gostar de ouvir:

Cantiga de Dar Tchau | Sobre Canecas e Chá | Os Outros