Não me Chame de Amor

Não me chame de “amor” a menos que eu realmente seja o “seu amor”. Palavras precisam de significado. Não são somente letras organizadas, são mais do que isso. Palavras podem salvar ou destruir. Palavras são muito importantes e devem ser tratadas com o devido respeito. Por isso não me chame de seu amor, de seu bem, de docinho – se eu realmente não for isso tudo pra você. Não jogue palavras ao vento. Cuide delas e as use com parcimônia. Não seja irresponsável com elas, muito menos comigo.

Algumas palavras podem ferir, mesmo que a intenção não seja essa.

Eu ando cansada de ouvir palavras bonitas e melosas sem sentimento.

Quero palavras reais, fortes e duradouras.
Quero palavras repletas de significado e sentimento.
Quero palavras bonitas ditas com sinceridade.
Ou palavras duras, mas verdadeiras.

Por isso não me chame de “amor” a menos que isso seja a mais pura verdade.

Essa sou eu cansada de tantas palavras sem sentido.

(Alessandra Pilar)

Do Blog Achados e Perdidos Escritos

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Músicas do Gramofone: Cabeça de Disco

Há muito tempo nós não temos atenção pra mais nenhuma música…

Descobrimos o Lemoskine meio sem querer, depois que nos embasbacamos com o talento da Banda Mais Bonita da Cidade. Aliás, o existir do Gramofone tem tudo a ver com o aparecimento dos alegres músicos de Curitiba. E graças a eles, hoje enxergamos com outros olhos a cena independente de Curitiba e a do Brasil como um todo, podendo trazer a esse espaço coisas que você não ouve por aí. E por falar em “não ouvir por aí” a música título desse post, “Cabeça de Disco”, é o que podemos chamar de um som raro e viciante. A canção nos faz lembrar um pouco de Skank, com uma batida pop realmente empolgante, mas com um vigor e um frescor todo especial e que sem dúvida alguma, já deveria estar ecoando nas estações de rádio desse país. Foi gravada para a produtora Off Beat Audio, de Curitiba, e postada em 20 de Maio no blog da mesma.

Demoramos um tempinho pra postar, mas está aí. Mais uma joia da banda Lemoskine, confira:

Cabeça de Disco

Composição:  Rodrigo Lemos

Há muito tempo eu não tenho atenção
Pra mais ninguém, a não ser você
Que me tem como quiser
Sobre tudo desse jeito meu
Então devo ser,
Especial

E é tão bobo esperar em prontidão
Pelo lado B, do seu disco preferido
Vira essa bolacha, aumenta esse sorriso
Troca de sujeito sim
Você deve ser,
Especial

Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Um dia a mais ao lado teu
Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Um dia a mais ao lado teu

A muito tempo eu não tenho atenção
Pra mais ninguém, a não ser você
Que me tem como quiser
Sobre tudo desse jeito meu
Então devo ser,
Especial

E é tão bobo esperar em prontidão
Pelo lado B, do seu disco preferido
Vira essa bolacha, aumenta esse sorriso
Troca de sujeito sim
Você deve ser,
Especial

Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Um dia a mais ao lado teu
Me leva pra lá
Eu sei que vou gostar
Do amor que a gente prometeu

Me leva pra lá
Me leva pra lá
Me leva pra lá
Me leva pra lá

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Palavra e Sussurro

Sou palavra e sussurro,
uma lágrima no escuro,
algo certo e inseguro,
em meu nada, o meu tudo,
sabe, eu nem sei mais o que tanto procuro

Por que as vezes sinto vontade de gritar,
mas a voz não sai.
Por que as vezes sinto vontade de voar,
mas meu corpo simplesmente cai.
Vez em quando eu me perco em mim mesmo,
e quando me encontro já nem sei por onde foi que eu andei…

As vezes o que digo, se distorce, se contorce,
me envolve e me refaz em outros tantos cantos,
outros tantos sonhos, outros tantos ecos,
as vezes erro, mas também acerto.

Meus dizeres são tortos,
incompletos e vez ou outra não fazem muito sentido,
mas prefiro ser assim meio perdido, completamente encontrado,
do que ter que fingir o tempo todo que estou do seu lado.

O poema é uma compilação de frases do Gramofone no Twitter.

Músicas do Gramofone: Ana e o Mar

Ana e o Mar

O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli

Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar

Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol

Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

Ana e o mar… mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir

Ana e o mar… mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n’água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor… Ana e o mar