Kate Nash – Identidade Musical


Seria mais uma Kate?

Com certeza não! Além de um humor “seco”, uma voz rascante, que faz nossos ouvidos acompanharem o ritmo, o tom e o sentido dos versos em suas músicas. É comparada e ligada a Lily Allen pelo início de sua carreira ter tido influência e apoiada por ela, e também por semelhanças na interpretação de ambas. Hoje com 24 anos, 2 álbuns e 6 singles, Kate Marie Nash, natural de Londres, completando quatro anos de carreira, faz sua música de modo particular e realmente diferenciado.

Poderíamos dizer que o estilo das composições, melodias e letras dela demonstram total subjetividade e despreocupação com a crítica. Kate toca e canta o que vive, o que se passa em sua cabeça. Vimos pessoas que a amam, e da mesma maneira à sua música, e outros que demonstram reação totalmente contrária. Embora não tenha declarado alguma influencia ou ligação, Kate é comparada também a Regina Spektor por se assemelharem quanto a forma de cantar, à pronuncia “quebrada” e marcada. O que é um outro ponto positivo seu. Tratando-se dos seus trabalhos que estão listados, ilustrados e à venda em seu blog,  selecionamos algumas das suas melhores faixas dos dois primeiros álbuns.

Confira:

Merry Happy” do 1º álbum, “Made of Bricks”

Don’t You Want to Share the Guilt?” do 2º álbum, “My best fiend is you”

E, “Foundations” (também do primeiro álbum)

O último álbum mostra uma música um pouco mais pesada, puxada para o lado do punk, com uso de “spoken word” e algumas musicas em estilo antifolk. No álbum consta também a música “Mansion Song”, com um discurso feminista anti-groupie de um minuto e meio. Kate declarou que acha que esse álbum foi por esse caminho porque se sentia mais nervosa na época em que escreveu as músicas.

Ficamos realmente tomados de alegria ao ver artistas que não deixam de lado sua identidade musical para satisfazer aos padrões da mídia, de produtores ou de um público fútil, como é o caso de Kate. É uma cantora com o nome dito como bom e mal no meio musical, mas que faz a música e vive a música própria e real. Não que não seja importante saber pelo quê se é criticado, e avaliar se mudanças são necessárias, mas a música não é feita para se enquadrar, metrificar e padronizar. Já dizia Aldous Huxley: “Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música.” Portanto, benditos sejam aqueles que são fiéis à música que há dentro de si!

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