Tão


Ando tão sem graça…tão a flor da pele, tão à deriva,
que nenhuma maré brava me balança mais.
Ando tão sem inspiração, tão sem chão, tão sem tato,
que tudo que eu me aproximo, despedaço.

São marcas, são falhas, são fissuras involuntárias.
não tem antídoto, nem placebo que dê jeito…
nem um amigo do peito, que te faça esquecer.
Não dá pra apagar, não tem como perdoar.

Não adianta emendar uma ressaca na outra
os grãos de areia permanecerão no fundo,
por isso, vá e deixe tudo em seu devido lugar,
corra (sozinho), não pare, não pense, demais.

A vida é cigana, mas pareço um náufrago.
nunca atraquei num porto, seguro e tranquilo,
a emoção finalmente acabou, não é coincidência,
isso nunca foi amor, apenas terceiras intenções.

Minha cabeça gira feito um ventilador quebrado
não sei pra onde giro, não sei pra onde sopro…
qualquer brisa me apaga, me sinto vela queimada,
por isso me deixe apagada, para que eu não desvaneça.

Mas tanto faz, já tá tudo esquecido, borrado, ferido,
nada mais satisfaz, o que passou foi um sonho, um flash,
acabou o teatro dos horrores, chega desse filme trash,
capítulo encerrado, último ato, fecham-se as cortinas: Fim!

Do Blog La Belle de Juh


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